quarta-feira, 13 de junho de 2018

Karim, a música e a palavra


Damien Rice & Cantus Domus (It Takes a Lot to Know a Man) | One To One



terça-feira, 12 de junho de 2018

João Dixo


Vila Real e uma exposição dita "cancelada". Em cada quadro, uma memória passada: brinquedos vários, cartas, fotografias de amigos, viagens... uma natureza morta e dorida que nos agredia.
Senti uma grande saudade de ti. Precisava urgentemente de sol.

Lhasa De Sela

  

Ao Karim, o meu obrigada por mais uma descoberta e uma partilha (in blog Katchaliseur)

quarta-feira, 30 de maio de 2018

O Cacto e as papoilas



Sabias que no Alentejo os cactos gostam de papoilas?


Nova cria


 Qualquer dia, como na história infantil, torno-me uma contadora de patos (ou gansos). Em menos de um ano já vamos na terceira geração...

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Entre linguagens






Entre a Primavera e o Verão, o morno e o quente, a medida e o excesso, o real e a ficção...

Três momentos e a lua




Foram longos minutos até aparecer. O tempo é tão engraçado. Dei-lhe as boas noites e fui dormir feliz.

Ana Moura canta Natália Correia


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Lita Cabellut


Uma visita à casa da cultura em Cascais e a descoberta de Lita Cabellut. Um olhar que se passeia por figuras estranhas que se desenham entre o retrato e o sonho. Quadros de grande formato, alguns com a força da cor, outros com a suavidade do preto e branco.
Ali, ao fundo da parede, um canto de flores pinceladas misturam-se com aquele gesto que atravessa a morte...
A sua biografia impressiona, como as suas telas:

Nasceu em 1961, é espanhola e de etnia cigana. Abandonada aos 3 meses, viveu com uma avó até aos 10 anos. Pediu esmola nas ruas de Barcelona e foi recolhida num orfanato até ser adoptada aos 13 anos por uma família abastada.
A partir dos seus 19 anos viveu e estudou nos Países Baixos onde desenvolveu a sua arte e muitas das técnicas que a caracterizam actualmente.

Lita Cabellut afirma-se, mais do que uma pintora, uma contadora de histórias.

sábado, 12 de maio de 2018

Almas Lusas


Cresci! Ontem rasguei, saudavelmente, dois diários de adolescência.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Os meus objectos


Pequenos ramos que ganham formas estranhas nas mãos de um artesão. São personagens, entre o real  e o fantástico, às quais dou vida numa história imaginada.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Velhas cartas



As folhas carnudas de um cato, o tronco de uma árvore, uma parede branca... formas antigas, talvez ainda actuais, do desejo se fazer escrita.

Procura

Para que percorres inutilmente o céu à procura da tua estrela? Põe-na lá!
(in Vergílio Ferreira, Escrever)

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Postal do rio



A Sara diz-me que muda os objectos e os móveis quando não dorme. Também, em noites mais agitadas, deita abaixo paredes e redefine a geografia da casa.
Eu procuro escrever textos que risco de imediato, ou esqueço na manhã seguinte.

domingo, 22 de abril de 2018

domingo, 15 de abril de 2018

sábado, 14 de abril de 2018

O que é o futuro?


O futuro é o olhar que encontro- umas vezes triste, outras alegre - de um eucalipto no jardim da minha cidade.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Uma viagem à Lua


Se eu fosse à lua, não abalava sem me despedir da minha namorada. E isto não é de se admirarem porque eu acho que vocês já fizeram o mesmo.
Eu ia com a Maria Rosa.
Metia 20.040 à hora.
Vi em primeiro lugar uma flor. A senhora disse: gostava tanto daquela flor!
E conforme eu me debrucei para apanhá-la, caí cá em baixo e a Maria Rosa é que continuou.
Ela foi subindo e chegou lá muito cansada. Depois descuidou-se e o avião caiu cá em baixo. Ela caiu mesmo ao pé de mim e perguntou-me se eu tinha cá chegado bem de saúde.
E eu:
- Tu estragaste-me o avião!
Ela começou a chorar e eu disse-lhe assim:
- Não chores que não vale a pena! Mas para a outra vez vê lá se não pedes flores.

Mas eu já estava morto. E nisto começaram a chorar e nisto eu acordei.
E assim terminou a minha viagem à lua.

Vitor Manuel Moreira, 8 anos
"A criança e a vida" de Maria Rosa Colaço  

terça-feira, 27 de março de 2018

Universo colorido

 

                                           O planeta do rei dos espelhos           e           O espanto da minhoca azul.


segunda-feira, 26 de março de 2018

Entre a chuva


"Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir."
                                  
                                                                                            José Saramago

domingo, 25 de março de 2018

Carlos e o conforto



No carro, perguntei ao Carlos se me dizia o que era a "felicidade". 
Hesitou, e concluiu com ar sério: " talvez estar confortável com a vida...".

... penso, ao invés do Carlos, que a felicidade é mais do que estar confortável com a vida. É sempre um encontro rápido, em que o corpo é pequeno para abrigar a ALEGRIA de estar vivo.

terça-feira, 13 de março de 2018

Sintra adiada


Queria a humidade dos fetos, o nevoeiro das manhãs mágicas e um livro para ler num sítio sossegado.
Chovia muito, S.Pedro não me ouviu e exagerou, mas este bocadinho de mundo está ali, à espera, ao virar de uma esquina...

Faz-se noite



São milhares, chegam em bandos formando desenhos no céu.

sexta-feira, 9 de março de 2018

O mito de Sísifo


Uma imagem vale por mil palavras, sobretudo quando estas não acrescentam nada ao que foi, entretanto, escrito.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Fantasia




"A realidade é apenas uma fantasia exageradamente bem penteada, disse o escritor sérvio Goran Petrovic"

Afonso Cruz "nem todas as baleias voam"



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O fim do Inverno




Foi um Inverno atípico.
Sem chuva, o sol brincou com o frio criando a ilusão de uma primavera anunciada. As flores abriram cedo demais e os pássaros fizeram ninho e tiveram novas crias.
Os namorados, deitados debaixo dos ramos de um grande plátano, esperavam que as folhas verdes nascessem, anunciando e confirmando a nova estação.









segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Sempre o meu parque




"O Deus das pequenas coisas" 


Mafalda e o limoeiro


A Mafalda é a nossa fada madrinha, com ela o milagre é possível.
Eu conto:
Uma centena de pássaros pousam, por segundos, numa árvore para que ela os fotografe;
lê contos ou poesia em tardes de encantar;
abraça com força os amigos e ...
deixa um belo limoeiro plantado no jardim da Ana e do António quando os visita.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Inverno



As mãos da bruxa má

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O meu parque

Aquela manhã nasceu diferente. O lago tinha outra vez vida, renovada em cinco pequenas aves defendidas pela mãe pata. A ninhada anterior partira à procura de calor ou de novos destinos. A vida, entretanto, renascia.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Do lado do sol


Árvore
Um passarinho pediu a meu irmão para ser sua árvore.
Meu irmão aceitou de ser a árvore daquele passarinho.
No estágio de ser essa árvore, meu irmão aprendeu de
sol, de céu e de lua mais do que na escola.
No estágio de ser árvore meu irmão aprendeu para santo
mais do que os padres lhes ensinavam no internato.
Aprendeu com a natureza o perfume de Deus.
Seu olho no estágio de ser árvore aprendeu melhor o azul.
E descobriu que uma casca vazia de cigarra esquecida
no tronco das árvores só serve pra poesia.
No estágio de ser árvore meu irmão descobriu que as árvores são vaidosas.
Que justamente aquela árvore na qual meu irmão se transformara,
envaidecia-se quando era nomeada para o entardecer dos pássaros
E tinha ciúmes da brancura que os lírios deixavam nos brejos.


Meu irmão agradecia a Deus aquela permanência em árvore
porque fez amizade com muitas borboletas


Manuel de Barros

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Pequena estória



Sonho pouco e não tenho, em regra, pesadelos. Desesperava-me este silêncio do meu dormir. 
Mas hoje sonhei que me nasciam tiras de banda desenhada nos cabelos. 

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

A arte e o álamo


Continuo a ver figuras humanas nas tábuas cortadas, nos troncos e nos ramos das árvores. 
Ontem, na entrada de um pequeno restaurante em Cascais, um álamo, árvore que se diverte a gerar desenhos na própria casca e na qual é relativamente fácil encontrar aqueles grandes olhos egípcios que nos levam a duvidar se não foram criados por algum amante da arte de rua, surpreende-me com uma figura feminina quase completa.

Preparo a máquina para lhe tirar uma fotografia e peço ao dono do estabelecimento comercial para deslocar um reclame, enquanto pergunto:
- sabe se alguém “ajudou” a desenhar esta figura? ao que o homem responde com ar espantado:
- "qual figura? mostro-lhe então a rapariga que faz parte da sua esplanada: os olhos, nariz, boca, cabelo, peito...
- estranho, estou aqui há anos e nunca a tinha visto! Conclui, convencido.