quarta-feira, 18 de julho de 2018

As minhas flores



Já uma vez me despedi deste Kanto da Terra. Pouco depois, voltei às suas páginas por uma enorme necessidade de escrever, de brincar com as palavras e as emoções. O blog foi uma variante da folha perdida no fundo de uma gaveta. Aqui, cria-se a ilusão "estatistica" de existir e de partilhar sentimentos e ideias para além fronteiras. Senti a liberdade de fazer nascer estrelas durante o dia e brincar com o sol à meia noite...
Algumas vezes, uma voz amiga dizia-me que participava comigo na construção do universo...

Mas, como tudo, é necessário um dia despedirmo-nos de novo. Aprendi a fazê-lo, sempre, guardando o que de positivo estas páginas me proporcionaram.
Hoje o caminho é diferente, assim como as palavras!

Entretanto, socorro-me de novo do Afonso Cruz, desenhador da escrita, que bastas vezes me ajudou a melhor expressar uma ideia:

"Fechar uma porta sabendo que não mais a poderemos abrir, pode ser uma sentença, um dito para sempre, se assim o quisermos entender. Equivale ao esvaziar o guarda-roupa de alguém que morreu. Fecharmos a porta da casa da nossa infância é também despedirmo-nos de uma parte que ficará ali, sem nós, num para sempre, e avançar com outra que nasce dessa morte."



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