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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O fim do Inverno




Foi um Inverno atípico.
Sem chuva, o sol brincou com o frio criando a ilusão de uma primavera anunciada. As flores abriram cedo demais e os pássaros fizeram ninho e tiveram novas crias.
Os namorados, deitados debaixo dos ramos de um grande plátano, esperavam que as folhas verdes nascessem, anunciando e confirmando a nova estação.









quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O meu parque

Aquela manhã nasceu diferente. O lago tinha outra vez vida, renovada em cinco pequenas aves defendidas pela mãe pata. A ninhada anterior partira à procura de calor ou de novos destinos. A vida, entretanto, renascia.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Os meus cantos




Escreve-se  nas folhas verdes de um cato, no tronco de um castanheiro, numa parede branca, ou num conjunto de figuras que se aninham num canto daquela sala.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Marvila


Ao dobrar uma curva, passamos por baixo de um arco antigo, feito de pedras e musgo, que se abre para um conjunto de ruas estreitas e cheias de cor. Talvez um antigo bairro operário, onde os sobreviventes de uma época e os abandonados de outra, se encontraram. Como aquela roupa estendida que atravessa a rua e liga as duas janelas.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Are you a dream...?


Gostava  e gosto de andar descalça. A minha avó não deixava. Aproveitava, então, a cumplicidade da Carolina, e depositava os sapatos na sua cesta, voltando a colocá-los à entrada da casa. Sabia-me bem o contacto com a terra.
Se pudesse, desejava ser, ainda hoje, a rapariga do graffiti.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Kanto do Tejo


Esta é a imagem que guardo da Dinamarca: uma breve paragem junto a uma elevação que, transposta, oferecia a imagem serena de um lago de águas paradas. Surgindo não sei de onde, cruza-o uma canoa remada por duas mulheres tão silenciosas como as águas, só deixando atrás de si um sulco desenhado na paisagem. Apareceram, cruzaram o tempo e o silêncio, e desapareceram como deusas de antigos mundos.

A mesma tranquilidade sente-se, às vezes, quando o Tejo e Lisboa são vistos da margem esquerda e a uma certa hora.

domingo, 20 de julho de 2014

Novos oráculos


                                           
                                                       Seria bom chorar, como antigamente, por nada!


sexta-feira, 30 de maio de 2014

sexta-feira, 16 de maio de 2014

quarta-feira, 30 de abril de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

25 de Abril - o cravo


40 anos depois



Trova do vento que passa


Pergunto ao vento que passa / notícias do meu país/
e o vento cala a desgraça/ e o vento nada me diz ...

Manuel Alegre

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Rio Tejo



O que por palavras nos está oculto
no silêncio crepita
em intimidade



José Tolentino de Mendonça

quinta-feira, 10 de abril de 2014