sábado, 4 de agosto de 2012

Assombrações



Espero por ti, um dia, num jardim de uma qualquer cidade. Terei tantos anos quantos a minha alma hoje sente... 

Baixinho ouvirei a música das palavras. 

E quando eu estiver com medo, tranquilizar-me-às, bebendo a água na minha face.


terça-feira, 31 de julho de 2012

Quem cai de cabeça...

Aceito a ordem das coisas, a geometria imposta do quarto?        
Os objectos no seu lugar de sempre, a distância exacta da cadeira à mesa, do meiple à janela?
.....

Aceito a minha vida? Ou mexo no candeeiro, desvio-o alguns centímetros na mesa, altero a relação das coisas, afinal tão frágeis que o simples desvio de um objecto pode romper o equilíbrio?
Pego no telefone e grito ao primeiro desconhecido: ouves-me?
Ou deixo tudo tal como está, medido, quieto no rigor do quarto, e eu hesitante entre o soalho e o tecto?
Desloco o cinzeiro, sabendo que posso atar mandarins, provocar cataclismos, fracturas, amores, eclipses, sonhos, com a ponta dum dedo?
Ou apago a Lâmpada eléctrica e entro no mesmo torpor que as flores do tapete, a fruta dos quadros, o frio, o bolor, no chão, nas paredes.
....
Ou desencadeio a insurreição mudando de sítio o meiple, a cadeira, 
mudando-me a mim?

Carlos de Oliveira "O inquilino"


I love you Piny

 

Dizia-me, numa história que só as mulheres fabricam "só a pele se gasta, o amor continua a morder-nos através das sílabas".


Fim de Ciclo


Glórias passadas


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Inexistências


Existências


Inexistências


Existências


Pequenos Prazeres


A Celeste fez anos. Esqueci-me, e não me perdoo por isso. Desejava, na sua companhia, ter bebido uma "Ginginha do Carmo" à sua saúde. Para o ano lá estaremos!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Territórios da memória






Esta não era a casa da minha avó Hermínia. Mas reconheço-a sempre que a encontro. Não tinha duas frentes, nem esta vegetação, nem o riacho. Mas tinha  o mesmo estilo, um jardim dividido por um caminho e um enorme abeto que me abrigava e se via do céu.



Territórios


Fundação Champalimaud


terça-feira, 8 de maio de 2012

Impressões de estrada




... impressionaram-nos os sentidos, fixaram-se na objectiva,  e são reais.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 Abril 2012


...quando éramos pequenos, dizíamos:
"esta não valeu, comecemos de novo".

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Territórios


Há  muitos anos que não vinha aqui. Ouvem-se os pássaros e o vento canta entre as árvores. Não há casais recolhidos nos bancos encobertos do jardim. Deduzo que não precisam de se proteger dos olhos da cidade.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Territórios


São 10 horas. Estou no hospital, sala amarela. Enquanto a minha mão acaricia, de quando em vez, a barriga que me dói, passa-me uma parte deste mundo pelos olhos. Registo, sobretudo, um grito vindo de uma maca "Mãe!", di-lo duas vezes, desesperadamente, na solidão da sala cheia.

É um adulto a querer o colo da criança que foi, ou é uma criança a subir, alucinadamente, pelo corpo deste adulto.