quarta-feira, 14 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Aparições
Gosto de paisagens húmidas, carregadas de fetos e mistérios. Gosto de regatos, da chuva miúda que escorre das folhas, das nuvens baixas que brincam entre as pedras...
Gosto de acreditar que há um tempo mágico, uma outra dimensão, onde as fadas e os elfos se escondem para nos encontrar.
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Sintra_Caminho Out.2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
O jornal
Tinha 20 anos e falava da fome, da pobreza, acendia-me em
lutas por um mundo melhor…
Hoje cruzo-me com ela, todos os dias, entra-me pela casa
enquanto janto, e sinto uma tristeza sem palavras e sem esperança.
Não sei se é da idade, mas hoje a pobreza agride-me.
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Lisboa _Cais das Colunas
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Tempo
Por um desvio semântico qualquer, que os filólogos ainda não estudaram, passámos a chamar manhã à infância das aves. De facto envelhecem quando a tarde cai e é por isso que ao anoitecer as árvores nos surgem tão carregadas de tempo.
Carlos Oliveira, Trabalho Poético 2º vol.
Carlos Oliveira, Trabalho Poético 2º vol.
sábado, 6 de outubro de 2012
Adamastor
Havia algo na delicada ternura
naquele amanhecer que lhe parecia inexplicavelmente comovente. Pensou, tristemente,
em todos os dias que começam tão belos e e não merecem terminar em tempestade.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
sábado, 4 de agosto de 2012
Assombrações
Espero por ti, um dia, num jardim de uma qualquer cidade. Terei tantos anos quantos a minha alma hoje sente...
Baixinho ouvirei a música das palavras.
E quando eu estiver com medo, tranquilizar-me-às, bebendo a água na minha face.
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Jardim Botânico de Lisboa
terça-feira, 31 de julho de 2012
Quem cai de cabeça...
Os objectos no seu lugar de sempre, a distância exacta da cadeira à mesa, do meiple à janela?
.....
Aceito a minha vida? Ou mexo no candeeiro, desvio-o alguns centímetros na mesa, altero a relação das coisas, afinal tão frágeis que o simples desvio de um objecto pode romper o equilíbrio?
Pego no telefone e grito ao primeiro desconhecido: ouves-me?
Ou deixo tudo tal como está, medido, quieto no rigor do quarto, e eu hesitante entre o soalho e o tecto?
Desloco o cinzeiro, sabendo que posso atar mandarins, provocar cataclismos, fracturas, amores, eclipses, sonhos, com a ponta dum dedo?
Ou apago a Lâmpada eléctrica e entro no mesmo torpor que as flores do tapete, a fruta dos quadros, o frio, o bolor, no chão, nas paredes.
....
Ou deixo tudo tal como está, medido, quieto no rigor do quarto, e eu hesitante entre o soalho e o tecto?
Desloco o cinzeiro, sabendo que posso atar mandarins, provocar cataclismos, fracturas, amores, eclipses, sonhos, com a ponta dum dedo?
Ou apago a Lâmpada eléctrica e entro no mesmo torpor que as flores do tapete, a fruta dos quadros, o frio, o bolor, no chão, nas paredes.
....
Ou desencadeio a insurreição mudando de sítio o meiple, a cadeira,
mudando-me a mim?
Carlos de Oliveira "O inquilino"
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Almada_Cais do Ginjal
I love you Piny
Dizia-me, numa história que só as mulheres fabricam "só a pele se gasta, o amor continua a morder-nos através das sílabas".
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Almada_Olho de Boi
segunda-feira, 30 de julho de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
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