terça-feira, 18 de novembro de 2014
domingo, 16 de novembro de 2014
Cais do Tejo
O mesmo Tejo em tons mais carregados.
Gosto da lua, naquele canto, referência de um ponto onde os olhares se cruzam.
Está cheia, grávida de amores e medos.
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Ribeira das Naus_Lisboa 2014
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Kanto do Tejo
Esta é a imagem que guardo da Dinamarca: uma breve paragem junto a uma elevação que, transposta, oferecia a imagem serena de um lago de águas paradas. Surgindo não sei de onde, cruza-o uma canoa remada por duas mulheres tão silenciosas como as águas, só deixando atrás de si um sulco desenhado na paisagem. Apareceram, cruzaram o tempo e o silêncio, e desapareceram como deusas de antigos mundos.
A mesma tranquilidade sente-se, às vezes, quando o Tejo e Lisboa são vistos da margem esquerda e a uma certa hora.
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2014,
Lisboa,
vista do Ginjal
sábado, 1 de novembro de 2014
sábado, 25 de outubro de 2014
As aparências iludem
A notícia vinha hoje no jornal. Na sequência de um infeliz encontro com uma espécie mortífera de cogumelos, alguém, que se dizia profundo conhecedor da sua natureza, não mais poderá aprender com o erro cometido.
Há viagens sem retorno.
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2014,
Covão d´ametade,
Serra da Estrela
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Encontros no cais
O que sente um macho quando encontra esta fêmea?
O que sentirá esta fêmea quando se vir ao espelho?
O que passa pela cabeça da dona desta fêmea?
O que pensa e sente a gente que se cruza com esta dona?
Mas os grandes protagonistas são aqueles dois que, a preto e branco e sem maquilhagem, se abraçam no cais das colunas.
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Lisboa Abril e Agosto de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Ode Marítima
.
Ah! todo o cais é uma saudade de pedra!
....
Toda a vida marítima! tudo na vida marítima!
Insinua-se no meu sangue toda essa sedução fina
E eu cismo indeterminadamente as viagens.
Ah, as linhas das costas distantes, achatadas pelo horizonte!
Ah, os cabos, as ilhas, as praias areentas!
As solidões marítimas, como certos momentos no Pacífico
Em que não sei por que sugestão aprendida na escola
Se sente pesar sobre os nervos o facto de que aquele é o maior dos oceanos
E o mundo e o sabor das coisas tornam-se um deserto dentro de nós!
A extensão mais humana, mais salpicada, do Atlântico!
O Índico, o mais misterioso dos oceanos todos!
O Mediterrâneo, doce, sem mistério nenhum, clássico, um mar para bater
De encontro a esplanadas olhadas de jardins próximos por estátuas brancas.
Todos os mares, todos os estreitos, todas as baías, todos os golfos,
Queria apertá-los ao peito, senti-los bem e morrer!...
excerto da Ode Marítima de Álvaro de Campos
.jpg)
Diogo Infante (teatro S. Luís) não disse ou declamou o poema, interpretou a personagem do desespero e do delírio em Álvaro de Campos. Esmagou-nos!
Rasgou todos os gritos que, ao longo dos anos, vamos abandonando em papéis soltos, agendas ou livros brancos que ninguém lerá .
E o nosso rio é tão pequeno, face aos oceanos que nos espreitam.
Ah! todo o cais é uma saudade de pedra!
....
Toda a vida marítima! tudo na vida marítima!
Insinua-se no meu sangue toda essa sedução fina
E eu cismo indeterminadamente as viagens.
Ah, as linhas das costas distantes, achatadas pelo horizonte!
Ah, os cabos, as ilhas, as praias areentas!
As solidões marítimas, como certos momentos no Pacífico
Em que não sei por que sugestão aprendida na escola
Se sente pesar sobre os nervos o facto de que aquele é o maior dos oceanos
E o mundo e o sabor das coisas tornam-se um deserto dentro de nós!
A extensão mais humana, mais salpicada, do Atlântico!
O Índico, o mais misterioso dos oceanos todos!
O Mediterrâneo, doce, sem mistério nenhum, clássico, um mar para bater
De encontro a esplanadas olhadas de jardins próximos por estátuas brancas.
Todos os mares, todos os estreitos, todas as baías, todos os golfos,
Queria apertá-los ao peito, senti-los bem e morrer!...
excerto da Ode Marítima de Álvaro de Campos
.jpg)
Diogo Infante (teatro S. Luís) não disse ou declamou o poema, interpretou a personagem do desespero e do delírio em Álvaro de Campos. Esmagou-nos!
Rasgou todos os gritos que, ao longo dos anos, vamos abandonando em papéis soltos, agendas ou livros brancos que ninguém lerá .
E o nosso rio é tão pequeno, face aos oceanos que nos espreitam.
domingo, 5 de outubro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Os meus anos
Há muito tempo que não repete o pedido. Perguntei-lhe se não a queria ouvir de novo, ao que me respondeu:
- Não, já não gosto de canções de amor!
porquê ? perguntei eu, assustada...
- Porque me fazem arrepios!, respondeu.
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Novembro 2013,
Oferta do Carlos
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Outras festas
"Quando Frantiska não estava a ver, quando as sombras se alongavam ao fim da tarde, Sors esticava os lábios e via a sua sombra tocar a sombra de Frantiska.
Quando Frantiska encostava os lábios ao vidro para os embaciar e depois escrever o seu nome, Sors, depois dela sair, encostava os lábios ao mesmo pedaço de vidro embaciado com o nome dela.Um dia o pai entrou na sala quando ele beijava a janela.
Quando Frantiska deixava um pedaço de comida, Sors trincava o bocado que estivera nos lábios de Frantiska. Mastigava beijos, dizia Sors. Engoliu inúmeros ao longo da vida."
Afonso Cruz, "O Pintor debaixo do lava loiças"
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Espanha 2014,
Poveda de la Sierra
domingo, 7 de setembro de 2014
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
O Amor
" O amor, dizia Sors, é uma casa sem telhado, pois quando olhamos para cima vemos o céu.
Era por isso que Sors se deitava tantas vezes no chão, a olhar para cima. O pai repreendia-o".
Afonso Cruz " O Pintor debaixo do lava loiças"
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domingo, 17 de agosto de 2014
domingo, 20 de julho de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
domingo, 15 de junho de 2014
Barcos tradicionais no Tejo
"... o rio nunca se arrepende e nunca volta para a nascente.Quando resolve desaguar é como o tempo.Ambos correm em direcção ao mar e nunca voltam para trás. Imagino como será o mar do tempo onde os rios desaguam. Imagino os séculos de coisas que se acumulam e os peixes fabulosos que nadam nessas águas.Está lá todo o passado e todo o futuro, tudo ao mesmo tempo...
Afonso Cruz in "O pintor debaixo do lava-loiças"
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Dia da Marinha do Tejo,
Lisboa 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Namorados de Lisboa
O Carlos continua a surpreender-me. Agora, num teste da escola, à pergunta "como se reproduzem os humanos" respondeu:
- Namorando.
A professora riscou, emendando para "da barriga da mãe".
O Carlos tem razão e a professora não esteve ao seu nível.
- Namorando.
A professora riscou, emendando para "da barriga da mãe".
O Carlos tem razão e a professora não esteve ao seu nível.
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Lisboa 2014,
Ribeira das Naus
sexta-feira, 30 de maio de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
sexta-feira, 16 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
quarta-feira, 30 de abril de 2014
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