terça-feira, 28 de maio de 2013
terça-feira, 21 de maio de 2013
Segunda história com sapos
Em criança contavam-lhes a história do príncipe que fora transformado
em sapo, até ao dia em que uma menina viesse tirá-lo do lago e lhe desse um
beijo.
As meninas cresceram à procura de quebrar aquele feitiço.
Mas ,até hoje, sapo é sapo!
(discurso feminista do princípio do séc.XXI)
(discurso feminista do princípio do séc.XXI)
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Arco 2007 _Madrid
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Primeira história com sapos
"É no falar que se revelam os príncipes, e no coaxar que os sapos se denunciam".
José Eduardo AguaLusa "Conjura"
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2013,
Marchas Ibéricas
quinta-feira, 16 de maio de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
terça-feira, 30 de abril de 2013
O petisco e a crise
... já sei que a fotografia não é lá grande coisa, mas só quero recordar que a tasquinha nem era má, os pastéis é que eram poucos!
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Vila Nova de Ourém
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Em boas mãos
Encontrar o riso esquecido,despreocupado, num dia de vento e frio. Sentir o prazer da mesa,da sopa de couves, do peixe frito com batatas cozidas.
Estar entre amigos, foi bom!
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Vola Nova de Ourém
quarta-feira, 24 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
domingo, 31 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
O Pavão
Pergunto-me o que faltará a esta ave para, quando pretende cortejar a fêmea, ter tido necessidade de desenvolver uma tão desmesurada estratégia de cor e beleza.
Sombras do jardim
Quem fez ao sapo o leito carmesim
de rosas desfolhadas à noitinha?
E quem vestiu de monja a andorinha,
e perfumou as sombras do jardim?
Quem cinzelou estrelas no jasmim?
Quem deu esses cabelos de rainha
ao girassol? Quem fez o mar? E a minha alma
a sangrar? Quem me criou a mim?
Quem fez os homens e deu vida aos lobos?
Santa Teresa em místicos arroubos?
Os monstros? E os profetas? E o luar?
Quem nos deu asas para andar de rastos?
Quem nos deu olhos para ver os astros
-sem nos dar braços para os alcançar?
Florbela Espanca "Charneca em Flor"
segunda-feira, 4 de março de 2013
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Árvore ou baloiço na terra das fadas
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Sabedoria
"penso devagar, porque o meu pensamento é grande!"
" o avô é uma criança grande, e eu sou um adulto pequeno"
Carlos
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Carlos em 2012
Cristo não passou por Eboli
História dedicada à Rosa...
O Carlos descrevia-me os animais que havia na quinta do avô P. em Cacela: galinhas, ovelhas, um burro, uma égua e um gato que teria, entretanto, morrido atropelado na estrada.
- Sabes, e lá na minha casa também desapareceu o “meia
antena” (nome atribuído a um de dois gatos, em função da meia cauda do bicho) e
deve também ter sido atropelado…
desdramatizei:
- olha, foi levado por alguém que o encontrou na rua, que gosta
muito de gatos e, agora, é feliz numa outra casa. …
para reforçar:
- lembras-te da Rosa que conheceste um dia, no Alentejo? tinha 3 cães, todos apanhados na
rua, abandonados, e que hoje são felizes... com o meia antena aconteceu, de certeza, o
mesmo…
-não eram três cães, eram quatro! … mas, sabes, eu acho que a Rosa não passou por aqui!
… e continuo a pensar que o meia antena deve é ter sido
atropelado!
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Arco 2008_Madrid ou Histórias do Carlos
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
O Ernesto
O Ernesto faz parte daquele universo. É um belo exemplar da sua raça que, contam as más línguas, tal como um bom macho latino, não pode ver uma burra sem saias, pelo que tem direito a casa própria, separado das suas congéneres, olhando-as ao longe e sonhando com o dia do almejado encontro.
O Ernesto, neste domingo, iluminara-se com um ramito de flores amarelas, aceitava pacientemente as festas com que o presenteavam, enquanto resmungava por cada ave libertada após a medição, pesagem e colocação do anel de prata.
As aves partiam ao sabor do vento e, quem sabe, do acasalamento.
O Ernesto, por agora, esperava.
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EASS-Est.Anilhagem das Salinas do Samouco
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
sábado, 29 de dezembro de 2012
A tia Júlia
Hoje a tia Júlia fez 17 anos. Comprou uns brincos grandes e vermelhos com que se enfeitou, calçou sapatos de pequenos saltos, saia branca travada, e saiu para as ruas floridas da sua cidade.
Foi assim que a viram e nunca mais a esqueceram...
Para a tia Júlia, agora, os anos eram já dias de inverno em que o sol se escondia às 5 da tarde.
O tempo marcara-lhe a alma, mas compensava-o com o rejuvenescimento progressivo da memória.
Cada dia a tia Júlia estava mais próxima de nascer.
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Cigana do alentejo
Travessia
Encontraram-se na primavera, quando a terra não sabe das flores mais do que a força de as sentir nascer.
Não perceberam a súbita mudança para o verão, quando as amoras se tornaram maduras e um fogo antigo ardia naqueles dias longos.
Entretanto, procuram-se nos pássaros que de dia atravessam os céus, e à noite dormem nas estrelas a caminho de uma nova estação.
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Trafaria_Dezembro_2012
Ti Ricardina e o mar
Ti Ricardina desfiava histórias na praia de Vila Chã. Contava-as rezando memórias de quem desdramatiza o que foi dor ou perda, talvez porque constituíram vida. E da vida sempre se vive com saudade.
Ali, onde as ondas musicavam as suas lembranças, Ti Ricardina contava os vivos descontando os mortos, recordava o Zé que, após o naufrágio, "saiu direitinho junto a casa dele" concluindo que a morte não o fizera esquecer o caminho.
Acabava uma história acrescentando-lhe um ensinamento, como quando lembrou o marido, falecido há poucos anos, que nas lides da pesca e à proa do barco dizia:
"Ó Mar, acalma-te! Deixa-me passar! Obedece a Jesus que o Senhor também obedeceu à cruz!"
sentenciava, então:
"Nunca se vira as costas ao mar, porque o mar é vivo e quer que se fale com ele."
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Vila Chã_ 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Eu e os outros
Das estrelas diria que são gente perdida no instante de uma vida. Cruzaram-se connosco, calcificaram memória e volatilizaram-se. Não têm corpo, não são presença, não são gosto nem desgosto. São ausência dorida.
Destes desejaria saber a história, perguntar-lhes como habitaram os seus dias, como e o que escreveram nas linhas das suas mãos, como entrançaram destinos, como viveram as palavras e os projetos que sonharam.
Entretanto, iluminam o universo e cruzam-se connosco em noites de insónia.
E porque são mais efémeros os encontros do que a própria vida, hei-de saber guardar comigo todos aqueles que, ainda hoje, não perdi.
Destes desejaria saber a história, perguntar-lhes como habitaram os seus dias, como e o que escreveram nas linhas das suas mãos, como entrançaram destinos, como viveram as palavras e os projetos que sonharam.
Entretanto, iluminam o universo e cruzam-se connosco em noites de insónia.
E porque são mais efémeros os encontros do que a própria vida, hei-de saber guardar comigo todos aqueles que, ainda hoje, não perdi.
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Encontro,
Vila Nova de Ourém
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