quinta-feira, 1 de maio de 2014

quarta-feira, 30 de abril de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

25 de Abril - o cravo


40 anos depois



Trova do vento que passa


Pergunto ao vento que passa / notícias do meu país/
e o vento cala a desgraça/ e o vento nada me diz ...

Manuel Alegre

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Rio Tejo



O que por palavras nos está oculto
no silêncio crepita
em intimidade



José Tolentino de Mendonça

Pixel Pancho e Vhils em Lisboa



sábado, 19 de abril de 2014

sexta-feira, 18 de abril de 2014

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Rio Tejo


As velhas estruturas desaparecem. A história conta-se com cores e cheiros de alfazema. A memória física dos ancoradouros e das casas que cresceram com a madeira velha dos desperdícios, perdeu-se num amontoado de escombros. Estamos num espaço recreado, limpo, liofilizado.

A cidade e os homens ganharam hoje um lugar onde usufruem da união da terra e do rio.
Mas Ti Luisa, que "fez filhos nos embalos da maré", não se reconhecerá naquele espaço.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

sexta-feira, 21 de março de 2014

Jovens (des)crenças



O Carlos diz saber que Jesus existiu, mas afirma não acreditar que, depois, tenha voado e esteja no céu.

O Diogo certifica que o Carlos é um ateu existencial.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Primavera


Nunca a minha rua acordara ao som de uma música que soava a Paris, tocada por um homem já velho que se recusava a olhar as janelas vazias.
Uma melodia que anunciava a primavera, num gesto oferecido pela pobreza da cidade.
Não sei a estória deste homem. Sei que, depois de tocar e apanhar algumas, poucas moedas, guardou devagar, mesmo muito devagar, cada um dos seus pertences. Embrulhou cuidadosamente o acordeão, levantou e dobrou a caixa que lhe servia para pousar o pé, a placa de madeira e partiu, em silêncio, de mochila às costas.

Parecia ser a primeira vez que se atrevera a usar o acordeão como ferramenta de sobrevivência. Não sei se algum dia regressará.

Para mim, nessa manhã, começaram os dias mais longos, com o sol e a luz belíssima de Março.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Inverno



Que todo o amor  grite ao morrer, que os sinos toquem  a rebate e as carpideiras chorem viradas ao céu...

porque nunca, mas nunca, o amor deve morrer calado.

domingo, 9 de março de 2014

A poesia também se come




"Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria."


Almada Negreiros "A invenção do dia claro"







"porque eu sou do tamanho do que vejo
e não do tamanho da minha altura..."



Alberto Caeiro "Guardador de Rebanhos"



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A raiz da escrita

Uma língua no cume
do olhar
para dizer a ciência
que há
na árvore da viagem
da raiz
à semente

Fora da casa
e por dentro
sempre
onde haja um telhado
sobre o silêncio

Um rosto
Um rio
Um poço

A gota de água
Duma sílaba

 "Os amigos" de "O sol no tecto", Renato Monteiro


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Nazaré


Um homem, frente ao mar, bebe lentamente uma cerveja, enquanto observa a força das ondas.

Às vezes é necessário estar só!


Rio Tejo


Gente avieira que, no interior de um barco, lançavam e recolhiam as redes; faziam o lume; amavam e cortavam o cordão umbilical aos filhos que pariam.

Hoje, já velhos, acariciam as embarcações à borda de água.

Ti Elisa diz-me:

...olho o rio e falo com as minhas recordações. Às vezes choro!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

O ano do cavalo


As comemorações do ano novo chinês, ano do cavalo, reuniram esta comunidade na praça do Martim Moniz.

Mas a China, como tudo que se não compreende, é uma realidade ainda estranha no corpo do meu país.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Coisas estranhas

Ainda não se sente o cheiro de uma nova estação, como não se sente este país pequeno e resignado que parece impotente e adormecido. Talvez este sentimento se agarre à nossa alma e nos faça, como diz uma amiga minha, doente da vontade. Doente da vontade para sentir, para ver, para partilhar…


Até as gaivotas fugiram do mar e pousam nos jardins desta cidade. Há muita coisa estranha neste novo século. 

Só a música que toca ali, no canto da sala, nos faz acreditar que há gente que permanece. A voz do Zeca Afonso, a Cristina Branco, a Cesária Évora e, agora, o Charles Aznavour. ..

Fundação Champalimaud


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Estilos e ironias


 A casa, a nossa segunda pele, fala-nos do que somos e de quem gostaríamos de ser. Isto é mais visível nos bairros clandestinos onde cada um, conforme o gosto e os materiais ao dispor, vai construindo o seu universo e os seus sonhos.


Completa-se o quadro, ainda, quando as ruas têm o nome de avenidas e a pobreza sorri por se sentir milionária.


domingo, 19 de janeiro de 2014

Folhas escritas




                     Que fazer a tantas folhas escritas que ninguém leu?
                                  Silêncios que não consigo rasgar.


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Praia da Adraga


Ainda hoje as pedras, como as nuvens e as árvores,  nos surpreendem com desenhos que alimentam o nosso imaginário. São, muitas vezes, metáforas perfeitas para falar de medos e desejos.

Também o mar surpreende, quando nos oferece, sem aviso prévio, o primeiro banho de 2014.

Praia da Adraga


domingo, 5 de janeiro de 2014

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Alegria 3

A par do ano que se despede, o tempo passa rapidamente. Guardo alguns intervalos para brincar com a tradução de um artigo que me vai relembrando o francês esquecido. Agradeço ao Karim.

... e quando não vimos a objetiva da máquina fotográfica porque somos um só, nós e o livro, qualquer ano novo terá bons momentos de alegria.

Alegria 2