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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Estilos e ironias
A casa, a nossa segunda pele, fala-nos do que somos e de quem gostaríamos de ser. Isto é mais visível nos bairros clandestinos onde cada um, conforme o gosto e os materiais ao dispor, vai construindo o seu universo e os seus sonhos.
Completa-se o quadro, ainda, quando as ruas têm o nome de avenidas e a pobreza sorri por se sentir milionária.
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Cova do Vapor
domingo, 5 de janeiro de 2014
domingo, 22 de dezembro de 2013
Curiosidade de gente
Hoje foi o dia das cadeiras novas e dos animais com história. Comprámos uma galinha viva. O Carlos achou uma notícia destas tão estranha, que precisou de confirmar comigo. Ainda mereço, ao contrário do avô, alguma credibilidade.
Prometi abrir-lhe a porta do carro, de mansinho, e deixá-la fugir para a liberdade do campo alentejano.
Agora, como explicar "aquele prato" no menu de natal?
domingo, 15 de dezembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
domingo, 6 de outubro de 2013
Caminhos de Ourém
- Pai, quero ir à catequese.
- Carlos, mas sabes o que é a catequese?
- sei, deve ser, assim, como o McDonald´s!
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Vila Nova de Ourém
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Bons sonhos
Uma mulher é entrevistada na marginal do Funchal.Vem fugida ao
fogo que lhe cercou a casa. Fala do medo e, entre lágrimas, acrescenta:
"... aprendi, esta noite, que
uma vida inteira cabe nestes quatro sacos que trouxe comigo".
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Passeio à Beira
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
sábado, 7 de setembro de 2013
Síntese
Habito, sem me decidir, entre o prazer de uma literatura poética,
lírica ou mesmo fantástica, e uma outra, que reflete uma visão seca e dorida do
quotidiano, do tempo e da vida.
Entre estas duas, aprende-se a evitar a escrita.
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Fundação Champalimaud_Belém_Lisboa
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
domingo, 1 de setembro de 2013
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Jogo de espelhos
Pergunto-me se será no início, e no fim da vida, que temos mais tempo para fazer sínteses.
O Carlos é a minha janela para o riso.A descoberta que faz da vida, diariamente, contagia-me.
Muito sério, disse-me:
"G...tu ainda não és velhinha! As velhinhas fazem sempre assim: apertam-nos as bochechas e dizem:
- Olá, estás bom? És muito giro!"
... portanto, nunca se aperta as bochechas a uma criança!
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Adriana Molder,
Almada,
Casa da Cerca
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
domingo, 28 de julho de 2013
Há lodo no Cais - 1
Maré baixa. Dez da manhã. Um convite para uma fotografia
diferente a partir das areias a descoberto.
Há quem, com o jeito de uma certa modernidade concorrencial,
se aventure demais e não meça a consistência do solo… aí, meus amigos, quem
chega tarde, como eu, perde a oportunidade de uma reportagem completa sobre os
riscos e perigos desta vida.
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Lisboa Cais das Colunas
Há lodo no Cais - 2
Dizem, pelo cais, que o fotógrafo se afundou na lama até onde as pernas terminam (confirmei, como se verifica), levantando ao ar a máquina, qual Camões a salvar as rimas.
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Cais das Colunas,
Lisboa
Há lodo no Cais - 3
Mas, com o jeito que o desespero empresta, lá saiu o nosso
homem do lodo e regressou, apoiado palas vozes de nacionais e estrangeiros, gente
anónima que logo o convidou...
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Cais das Colunas,
Lisboa
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