domingo, 15 de junho de 2014
Barcos tradicionais no Tejo
"... o rio nunca se arrepende e nunca volta para a nascente.Quando resolve desaguar é como o tempo.Ambos correm em direcção ao mar e nunca voltam para trás. Imagino como será o mar do tempo onde os rios desaguam. Imagino os séculos de coisas que se acumulam e os peixes fabulosos que nadam nessas águas.Está lá todo o passado e todo o futuro, tudo ao mesmo tempo...
Afonso Cruz in "O pintor debaixo do lava-loiças"
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Dia da Marinha do Tejo,
Lisboa 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Namorados de Lisboa
O Carlos continua a surpreender-me. Agora, num teste da escola, à pergunta "como se reproduzem os humanos" respondeu:
- Namorando.
A professora riscou, emendando para "da barriga da mãe".
O Carlos tem razão e a professora não esteve ao seu nível.
- Namorando.
A professora riscou, emendando para "da barriga da mãe".
O Carlos tem razão e a professora não esteve ao seu nível.
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Lisboa 2014,
Ribeira das Naus
sexta-feira, 30 de maio de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
terça-feira, 20 de maio de 2014
sexta-feira, 16 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
quarta-feira, 30 de abril de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Trova do vento que passa
e o vento cala a desgraça/ e o vento nada me diz ...
Manuel Alegre
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25 de abril de 2014,
Lisboa
segunda-feira, 21 de abril de 2014
domingo, 20 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
sexta-feira, 18 de abril de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Rio Tejo
A cidade e os homens ganharam hoje um lugar onde usufruem da união da terra e do rio.
Mas Ti Luisa, que "fez filhos nos embalos da maré", não se reconhecerá naquele espaço.
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2014,
Povoa de Sta. Iria_Avieiros
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Portugal
quinta-feira, 10 de abril de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
Jovens (des)crenças
O Carlos diz saber que Jesus existiu, mas afirma não acreditar que, depois, tenha voado e esteja no céu.
O Diogo certifica que o Carlos é um ateu existencial.
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Lisboa,
Parque das Nações 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
Primavera
Nunca a minha rua acordara ao som de uma música que soava a Paris, tocada por um homem já velho que se recusava a olhar as janelas vazias.
Uma melodia que anunciava a primavera, num gesto oferecido pela pobreza da cidade.
Não sei a estória deste homem. Sei que, depois de tocar e apanhar algumas, poucas moedas, guardou devagar, mesmo muito devagar, cada um dos seus pertences. Embrulhou cuidadosamente o acordeão, levantou e dobrou a caixa que lhe servia para pousar o pé, a placa de madeira e partiu, em silêncio, de mochila às costas.
Parecia ser a primeira vez que se atrevera a usar o acordeão como ferramenta de sobrevivência. Não sei se algum dia regressará.
Para mim, nessa manhã, começaram os dias mais longos, com o sol e a luz belíssima de Março.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Inverno
Que todo o amor grite ao morrer, que os sinos toquem a rebate e as carpideiras chorem viradas ao céu...
porque nunca, mas nunca, o amor deve morrer calado.
domingo, 9 de março de 2014
A poesia também se come
"Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria."
Almada Negreiros "A invenção do dia claro"
"porque eu sou do tamanho do que vejo
e não do tamanho da minha altura..."
Alberto Caeiro "Guardador de Rebanhos"
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
A raiz da escrita
Uma língua no cume
do olhar
para dizer a ciência
que há
na árvore da viagem
da raiz
à semente
Fora da casa
e por dentro
sempre
onde haja um telhado
sobre o silêncio
Um rosto
Um rio
Um poço
A gota de água
Duma sílaba
"Os amigos" de "O sol no tecto", Renato Monteiro
do olhar
para dizer a ciência
que há
na árvore da viagem
da raiz
à semente
Fora da casa
e por dentro
sempre
onde haja um telhado
sobre o silêncio
Um rosto
Um rio
Um poço
A gota de água
Duma sílaba
"Os amigos" de "O sol no tecto", Renato Monteiro
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Arco 2014-Madrid
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Nazaré
Um homem, frente ao mar, bebe lentamente uma cerveja, enquanto observa a força das ondas.
Às vezes é necessário estar só!
Rio Tejo
Gente avieira que, no interior de um barco, lançavam e recolhiam as redes; faziam o lume; amavam e cortavam o cordão umbilical aos filhos que pariam.
Hoje, já velhos, acariciam as embarcações à borda de água.
Ti Elisa diz-me:
...olho o rio e falo com as minhas recordações. Às vezes choro!
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2014,
Caneiras_Santarém
domingo, 16 de fevereiro de 2014
O ano do cavalo
As comemorações do ano novo chinês, ano do cavalo, reuniram esta comunidade na praça do Martim Moniz.
Mas a China, como tudo que se não compreende, é uma realidade ainda estranha no corpo do meu país.
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Lisboa,
Martim Moniz 2014
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Coisas estranhas
Ainda não se sente o cheiro de uma nova estação, como não se
sente este país pequeno e resignado que parece impotente e adormecido. Talvez
este sentimento se agarre à nossa alma e nos faça, como diz uma amiga minha,
doente da vontade. Doente da vontade para sentir, para ver, para partilhar…
Até as gaivotas fugiram do mar e pousam nos jardins desta
cidade. Há muita coisa estranha neste novo século.
Só a música que toca ali, no
canto da sala, nos faz acreditar que há gente que permanece. A voz do Zeca
Afonso, a Cristina Branco, a Cesária Évora e, agora, o Charles Aznavour. ..
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Cais das Colunas 2013,
Lisboa
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Estilos e ironias
A casa, a nossa segunda pele, fala-nos do que somos e de quem gostaríamos de ser. Isto é mais visível nos bairros clandestinos onde cada um, conforme o gosto e os materiais ao dispor, vai construindo o seu universo e os seus sonhos.
Completa-se o quadro, ainda, quando as ruas têm o nome de avenidas e a pobreza sorri por se sentir milionária.
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2013,
Cova do Vapor
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