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terça-feira, 1 de setembro de 2015

Ao sabor da lua cheia





João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o
convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou-se com J. Pinto
Fernandes
que não tinha entrado na história.


"Quadrilha" de Carlos Drumond de Andrade

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Legitimidade vs representação

Tsipras acordou os sonhos dos gregos,  devolveu-lhes o orgulho de ser gente. Estremeceu a linguagem, lembrou anos antigos onde o discurso tinha o dom de acrescentar emoção ao governo da cidade.

Conta-se que um pequeno rato pode assustar o elefante...mesmo que por aí fiquemos!

E de utópico a radical de esquerda, todos os nomes são um elogio  face à vergonhosa representação  da "realidade"  portuguesa.



domingo, 15 de junho de 2014

Barcos tradicionais no Tejo


"... o rio nunca se arrepende e nunca volta para a nascente.Quando resolve desaguar é como o tempo.Ambos correm em direcção ao mar e nunca voltam para trás. Imagino como será o mar do tempo onde os rios desaguam. Imagino os séculos de coisas que se acumulam e os peixes fabulosos que nadam nessas águas.Está lá todo o passado e todo o futuro, tudo ao mesmo tempo...

Afonso Cruz in "O pintor debaixo do lava-loiças"

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Namorados de Lisboa

O Carlos continua a surpreender-me. Agora, num teste da escola, à pergunta "como se reproduzem os humanos" respondeu:

- Namorando.

A professora riscou, emendando para "da barriga da mãe".

O Carlos tem razão e a professora não esteve ao seu nível.